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RESENHA: A BUSCA SOFRIDA DE MARTHA PERDIDA


21 junho 2017


Martha Perdida está de fato perdida. 
E seu sobrenome já diz tudo sobre quem ela é. Uma garota que simples e delicada que quer se encontrar.
Martha vive com sua "Mãe" na estação Lime Street em LivePool e ela é um pássaro Liver. A mãe,cujo o nome está em aspas, só tem isso de mãe. A única coisa boa que fez foi encontrá-la e dar um certo abrigo, mas de resto é quase uma louca religiosa que não ´possui amor pela menina inocente. Eu sei, isso está um pouco parecido com um certo conto de fadas, não é? Mas as aparências enganam.

A moça é tão inocente que não vê maldade em ninguém e isso se deve ao fato de nunca sair da estação. Sua "mãe" a proíbe de sai porque, segundo ela, Martha sofre de uma maldição e se sair de lá colocará todos aqueles que ama em risco. Os únicos lugares que a menina conhece estão apenas em palavras, devido aos livros perdidos que ela encontra. Ela tem muitos deles e se pergunta a todo momento como alguém poderia perder ou simplesmente largar algo tão bom como aquilo. De algum modo ela se sente como aqueles livros, Completamente perdidos.


Não vou dizer que as coisas começam a andar quando isso acontece, porque o livro é interessante desde as primeiras páginas, mas digamos que a historia flui melhor a partir do momento que Martha recebe uma carta onde uma pessoa misteriosa diz saber quem ela é e a origem do seu "Era uma vez". Um desconhecido que sabe não só seu nome, mas todo o seu passado. É nesse momento que busca começa. 

Além do grande mistério do seu passado há também uma busca frenética por uma mala do Mal Evans, o guarda costas dos The Beatles, com certeza essa mala também guarda muito mistério e ela é fundamental pra busca da nossa personagem, mas isso vocês terão que descobrir quando lerem o livro.

Além da historia possuir uma grande delicadeza, também encontramos personagens incríveis como a garçonete que é mais mãe de Martha do que a outra que a encontrou, o mendigo simpático com muitas historias pra contar e claro, muito mais. É tanto detalhe que não caberia nessa resenha. A Busca sofrida de Martha Perdida é um livro que você vai aprender, sofrer e se alegrar. Com um final que te deixará encantada, como um verdadeiro conto de fadas deve ser. Não com o exato feliz para sempre, mas com a felicidade que a personagem encontra no final.


Livro: A Busca Sofrida de Martha Perdida
Autora: Caroline Wallace 
Editora: Rocco 
Páginas: 304
Comprar: Amazon 
Livro enviado para resenha 
Nota:         

RESENHA: MELODIA MORTAL


17 junho 2017


Será que a morte de grandes músicos como Beethoven e Mozart está sendo contada da maneira certa? Eles morreram como dizem que morreram? Será que não há algo mais no meio? É isso que vamos descobrir com o maior detetive que a literatura já viu. Sherlock e seu fiel companheiro Watson vão nos mostrar, em forma de contos, que nem tudo é o que parece ser.

O liro é dividido em oito capitulos, que deu muito a entender serem contos narrados por Doutor Watson. Essa foi uma colocação que achei muito interessante. Eu esperava uma historia com começo, meio e fim, mas me deparei com contos. Me surpreendeu. Principalmente se lembrarmos que Watson é um grande fã de seu amigo e anota todas as suas aventuras. O que dá a entender nesses contos é que essas aventuras são pequenas e instigantes.

Outra questão que surpreendeu e fez com que eu ficasse bastante curiosa foi o escritor. Sempre tive vontade de ler algo do ilustre Pedro Bandeira, mas nunca tive oportunidade. E meu Deus, como sua escrita me surpreendeu. O assunto foi tratado de maneira simples, sem deixar passar batido todo o conhecimento que o personagem Sherlock tem em sua mãe. Ou melhor, na sua cabeça.


Isso levando em conta toda a questão de ser contos. Senti falta da riqueza de detalhes que sempre encontramos nas obras desse personagem, mas desconsiderei essa questão. Achei que Pedro Bandeira soube passar muito bem o que quis, sem nos deixar confusos e com boas explicações.

Chega a dar pena ver um livro que possui tão grande pequisa acabar durante horas. Parece que não faz juz a todo o trabalho dos escritores... e ao mesmo tempo parece que sim, Porque mostra (ao menos pra mim) que eles alcançaram o que queriam. Uma historia que nos deixa presos até a ultima página.

Livro muito bem recomendado para todos aqueles que assim como eu, querem conhecer Pedro Bandeira e são grandes fãs de Sherlock Holmes.


Livro: Melodia Mortal
Autores: Pedro Bandeira e Guido Carlos
Editora: Rocco
Páginas: 240 
Comprar: Saraiva 
Livro enviado para resenha 
Nota:          

RESENHA: HORIZONTE VERTICAL


11 junho 2017


Quando recebi esse liro de repente aqui em casa fiquei com medo de começá-lo.

Primeiro porque não era o tipo de história que estou acostumada a ler, e nem uma de minhas favoritas confesso, então fui deixando ele de lado... e deixando... e deixando.

Até que resolvi dar uma chance.

E me arrependi do medo bobo de começar.

Veja bem, a historia tem muita informação e se divide mais ou menos em duas duas partes, passado e futuro, por mais que a verdadeira protagonista não esteja presente na primeira parte do livro. O inicio fala de um explorador que está em busca de uma cidade perdida e (calma não é nenhum spoiler, é só a ponta do iceberg) acaba desaparecendo. Simples assim? Nem tanto. Mas vamos continuar.

Anos depois temos a segunda parte do livro, por assim dizer. Agora contando a historia da protagonista Sophia já adulta, depois de enfrentar grandes mágoas do seu passado, com muitos mistérios e mágia a envolvendo o tempo todo. Isso no entanto, continua sendo outra ponta do iceberg. Agora Sophia está se descobrindo, aos poucos, sem medo, vendo que o futuro tem um plano importante pra sua vida e, com a ajuda de um homem misterioso chamado Zion, descobrirá o perigos que tanto a afingira.


Parece muita informação para um único livro, não é? Bom... na minha humilde opinião, achei muitas bem colocadas demais. Como se a explicação fosse mais importante que a historia. Claro que isso não tirou a essência do livro e o quanto ele conseguiu me prender.A pesquisa muito bem feita de ambas as autoras teve um lucro enorme para o enriquecimento da historia, mas me fez pensar, em certo ponto, que aquilo não seria mais ou menos, também um livro de auto ajuda?

Não posso negar que isso pode ser verdade. Até porque uma das autoras ja escreveu diversos livros de auto ajuda. Esse não seria diferente. Gostei muito de Sophia, achei ela corajosa com seus mistérios e passado e isso foi fundamental pra não me deixar parar a leitura, Além de claro, ter aprendido muitas coisas importantes.

O livro é cheio de pontos importantes sobre auto conhecimento (da personagem e de nós mesmos) com uma historia que vai te prender, talvez não no inicio, mas te deixará com ânsia para desvendar todo o mistério muito bem descrito e colocado por ambas as autoras.

Livro: Horizonte Vertical 
Autoras: Ana Beatriz e Andréa Duarte 
Editora: Globo Livros 
Páginas: 297 
Comprar: Saraiva 
Livro enviado para resenha 
Nota:           

A TRANSFORMAÇÃO EM CORES


06 junho 2017


Algumas pessoas são tristes porque passam a vida observando com olhos em preto e branco. Para elas, eu digo, eu aposto que já quiseram ver coisas fantásticas no mundo ao redor, mas, em vez disso, encontraram um mundo simples e apagado. O mundo é um lugar estranho, cheio de fumaça, poluição, pessoas ruins; mas não se resume a isso. Se existe alguém com vontade verdadeira de transformar o cinza poluente em cores, esse alguém pode conseguir.

Quer ver dragões, criaturas místicas e tudo de fantástico ao seu redor? Então imagine, crie. Use a imaginação e veja o dragão que sempre quis ver saindo do ônibus abraçado com os seus personagens preferidos. Pinte um quadro, um incrível ou um com borrões e rabiscos que só você sabe o que é, ainda vai ser incrível.

Crie o seu dragão e seres místicos em pinturas, ache elas parecidas com um ou não, e saia distribuindo por aí. Acha o lugar onde dorme sem vida? Pinte suas paredes da sua cor preferida em diferentes tons, faça bolinhas ou quadrados, imprima fotos do que gosta. Crie um mural com fotos de bons momentos ou inicie um e espere os momentos das fotos acontecerem. Ou simplesmente compre um papel de parede que te lembre sua paisagem ou figuras preferidas. Acha as pessoas frias? Crie cartões coloridos com frases positivas e entregue a todos que ver. Ou pegue flores. Dirija um sorriso. Converse com estranhos.

Não olhe com a cabeça baixa ao ver alguém triste; ofereça um abraço e pergunte se ela quer conversar. Mude o dia de alguém. Você pode fazer uma grande diferença. Já têm muitas cabeças baixas sem coragem de dar um passo adiante. Seja a que realmente dá. Entregue histórias e desenhos por aí. Simples, que mudam o mundo. Um dia ou uma vida de abrir o coração.Converse com os solitários. 

Dê cor ao cinza. Pinte. Seja.

Li em algum lugar que "ser é mais importante do que ter", isso é a coisa mais sincera que existe, pelo menos no meu ponto de vista. Não preste atenção no cinza das coisas, preste atenção no céu, nas roupas coloridas, nos olhos, nos objetos e flores. Imagine o valor de cada um deles, valor sentimental e não de dinheiro. O seu sorriso pode mudar o mundo, assim como abraços podem mudar pessoas e a imaginação pode colorir vidas.

Não desista do mundo ou das cores por ter visto um mundo sem cor por muito tempo. Faça ele voltar a viver. E, se o seu já estiver vivo, colora o de alguém. Você pode se transformar em cores.
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