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RESENHA: COMO SE CASAR COM UM MARQUÊS


25 outubro 2017


Eu já estou com saudades e quero mais da Julia Quinn. Acho que será difícil existir um livro dessa autora que eu goste menos. Ela consegue me fisgar logo nas primeiras linhas e me manter presa até descobrir todos os por quês que é jogado na historia. 

No segundo volume da duologia "Agentes da coroa" vamos conhecer Elizabeth, dama de companhia de Lady Danbugy (SIM MEUS AMIGOS, DANBURY, A FAMOSA LADY DANBURY DOS BRIDGERTONS AHHH).  Elizabeth é orfão e tem três irmãos mais novos, mantendo-os apenas com o dinheiro de dama de companhia. Com o perigo de não conseguir sustentar seus irmãos ela decide se casar. É quando encontra um livro muito peculiar na Biblioteca de Lady Danbury com intitulado "Como se casar com um marques". Bom, situações desesperadas, pedem medidas desesperadas.

James é o marquês de Riverdale (alguns vão conhecê-lo do primeiro livro da serie Os Bridgertons) está disfarçado na casa de sua tia para descobrir quem é o chantagista que anda querendo revelar os segredos da família. Assim que chega, ele encontra Elizabeth e suas suspeitas recaem sobre ela. É por esse motivo que ele aceitar dar aulas de como conseguir um marido. Afinal ele era um marquês, mas Elzabeth não sabia disso e mesmo nutrindo sentimentos no decorrer da historia, ela se mantem forte na sua busca para ajudar a família. Não podia se dar ao luxo de se apaixonar por um empregado.


Na resenha do primeiro volume da serie disse que esperava que o segundo fosse tão engraçado quanto o primeiro. E ainda bem que foi! Elizabeth é uma personagem tão engraçada quando Caroline foi, e James possui aquele ar misterioso já muito esperados nos mocinhos de Julia Quinn. Gostei de como decorreu o romance dos dois, com várias investidas, medos e muitos socos. 

Com personagens carismaticos (até mesmo quando se trata de um gato!!!) Julia Quinn, mais uma vez, conseguiu mostrar uma historia leve, bem humorada e apaixonante! 

Ri demais com as trapalhadas de Elizabeth, com as falas de Danbury, com as investidas de James, todos. Até os irmãos não escapam. Julia conseguiu mostrar o melhor dos personagens nesse livro e eu simplesmente amei.

LIVRO: COMO SE CASAR COM UM MARQUÊS 
AUTORA: JULIA QUINN 
PÁGINAS: 320 
NOTA:          
EDITORA: ARQUEIRO 
LIVRO ENVIADO PARA RESENHA

RESENHA: COMO AGARRAR UMA HERDEIRA


22 outubro 2017


A primeira coisa que pensei antes de ler esse livro foi: Comece sem expectativas.
Porque li muitos comentários diversificados referente a historia. Uns amaram de paixão, e outra acharam sem graça, forçado ou mesmo irritante. Então eu comecei a ler imaginando uma historia de amor normal, como nos livros da Julia Quinn. O problema é que esse livro foge dos convencionais que ela já escreveu.

Veja bem, as historias da Julia Quinn, são repletas de "eu não posso me apaixonar por ela por que..." e isso também acontece aqui, MAS a historia possui mais diálogos engraçados que romance de tirar o folego. Talvez, só talvez, seja por esse motivo que algumas pessoas não gostaram.

Afinal a protagonista em questão já começa a sua historia fugindo de um abusador, filho de seu tutor (e ilha que ela ja teve muitos tutores!), mas todos só querem saber de sua herança, sendo orfã ela não tem com quem ficar, mas já está cansada de tudo isso. Caroline percebe que precisa fugir até completa 21 anos e ser dona do seu próprio nariz.


Blake (um agente da coroa), está de tocaia perto da casa do tutor de Caroline, esperando por Carlorta (uma traidora da coroa) e quando ele avista Caroline fugindo logo pensa que essa é Carlota e a sequestra. Não poderia ter acontecido da melhor forma, sim é estranho, mas não podia. Já que Caroline quer mesmo fugir e aproveita essa chance fingindo ser a tal Carlota.

Depois disso a coisa só melhora! No sentido de muitas risadas, é claro. Está certo que alguns diálogos ficaram um pouco forçados, mas não me importei porque de qualquer forma foi muito engraçado e rir é sempre bom.

Apesar do bom humor de Caroline, Blake possui um coração ferido e acho que essa foi a chave para tirá-lo da escuridão. A protagonista é eufórica, impulsiva, corajosa... toda aquela confusão que Blake sentia com seus sentimentos só me manteve mais grudada na historia. 

Eu mal posso esperar para ler o segundo livro e espero que seja tão engraçado quanto esse!


LIVRO: COMO AGARRAR UMA HERDEIRA 
AUTOR: JULIA QUINN 
PÁGINAS: 304 
NOTA:        
EDITORA: ARQUEIRO
LIVRO ENVIADO PARA RESENHA

DO QUE NUNCA FLORESCEU


15 outubro 2017


Às vezes, é preciso pensar sobre tudo para entender as coisas.

De todas às vezes em que te mostrei as estrelas, você me dizia que elas estavam ali toda noite e que era normal. Para mim, elas me fazem enxergar o quão pequeno nós somos; elas me deixam sonhar. E a lua me faz escrever histórias - ou pelo menos criar algumas na minha mente. Você sempre achou isso bobagem e deixava isso transparente.Quando eu te mostrava o céu, enxergando o quão imenso e bonito ele era, você dizia que era bonito, mas normal. Você nunca enxergou a grandeza que eu vejo nessas coisas.

Quando eu me preocupava, queria você ali e ficava chateada por estar ali e me ignorando, você achava exagero. Bem, eu não sou boa em esconder meus sentimentos. Se eu decido que gosto de alguém, não existe um momento em que essa pessoa vai ser menos importante.Depois de tudo que me dizia, se continuava ali, mas não para mim, não conversando sobre o que quer que viesse na sua cabeça, ou o que quisesse falar, isso deixou de importar. Apareceram outras pessoas que criavam assuntos aleatórios, queriam falar comigo nos momentos que tinham e estavam ali, sem ir e vir, e não só às vezes, e aí você vinha perguntar porque parecia que deixou de importar.

Bem, pessoas intensas precisam de pessoas intensas, pessoas que queiram e sintam pra valer. Elas desistem de migalhas, de quem sente em um momento e no outro não. Eu era intensa demais para pegar esse monte de migalhas que era só o que conseguia deixar no meu caminho. Eu nunca guardei meus sentimentos. Eu sempre fui transparente. Eu transformava um passarinho em um conto que você respondia em uma ou duas palavrinhas. Eu era os meus sentimentos, eu queria a intensidade, algo real, e você tinha os seus momentos. Eu nunca quis momentos aleatórios para alguém sentir algo por mim. Eu sempre acreditei que o amor não vai e volta o tempo todo, não tem momentos em específico para existir. Você parecia ver ele como um ioiô, achando que podia me amar em um momento do dia e no outro não saber mais, querendo que eu continuasse do teu lado, com toda a intensidade que me desgastava, já que vinha de um único lado.

Eu aprendi que a minha intensidade não é um erro, embora você jurasse ser. Eu encontrei outras pessoas assim. As melhores pessoas que eu já conheci. Pessoas que me faziam acreditar no mundo e ter esperança. Que dividiram o mundo delas e me deixaram dividir o meu. A essas pessoas, todo o meu amor. Aos que não conseguem se permitir a intensidade, eu só espero que um dia consigam. A sensação é boa, é incrível e vale por mil conversas dessas que parecem entediadas e comuns.

Eu dividi a minha intensidade, você devolvia suas migalhas. E isso nunca foi para mim.

Eu inventava significados, tentava deixar o mundo um pouco mais colorido e você nunca enxergava além das mesmas coisas de sempre. Eu tentava imaginar histórias, e você dizia que era só uma outra pessoa, uma outra casa. Pra mim, sempre foi mais uma história e não uma coisa sem significado.

Você teimava tanto com as minhas cores, que o seu mundo que insistia em deixar cada vez mais preto e branco conseguia apagar um pouco das cores do meu. Você nunca admitia seus erros, nem tentava entender outras visões que não as suas. Você nunca entendeu o significado daquela minha música especial. Eu te expliquei, e você insistia que não tinha nada demais, que era bonita, mas só uma música. E eu te dizia que ela sempre representou, pra mim, o momento em que transformei meu mundo de cinza para as cores. Você nunca entendeu o significado; eu sonhava.

Você nunca entendeu a minha ansiedade. Sempre que eu ficava nervosa e transformava uma coisa simples em uma confusão, dizia que era um problema meu e que era porque eu queria. Eu podia estar com a mão fria, tremendo e inventando mil coisas na minha cabeça para uma coisa simples e você dizia que era porque eu queria. Você nunca quis entender ou ajudar. Mas vou te dizer agora, eu sempre quis que coisas simples nunca se tornassem um amontoado de coisas na minha cabeça. Eu nunca quis ter esse monte de pensamentos que me faziam tremer e soar frio. Mas eu me ajudava, eu tentava me acalmar, meus amigos tentavam, quando você só pensava em se afastar e tratar como algo que eu queria. Você nunca quis entender. Eu passei tempo demais achando que perdi algo. Eu nunca tive, não com você. Eu dividia meu mundo, te entregava intensidade e amor, e você me devolvia essas migalhas, esses sentimentos que vacilavam o tempo todo e você insistia em chamar de amor. Eu tô bem. Minha intensidade sempre me deixou inteira. Você não ficou feliz em me ver feliz, mas respirou o suficiente e notou que sentia falta de algo que sempre conseguiu diminuir, aos poucos. Essa sua falta de amor, o real, me fez parar de sentir o que sentia, aos poucos, por você, mas não pelo mundo.

Essa suas migalhas sem intensidade alguma não vão te trazer nada real e intenso. E de todo o meu coração, eu só te desejo o bem. Eu espero que você encontre as cores um dia, mas, por favor, não tente me chamar de exagerada por conseguir sentir algo que você nunca se esforçou para ter ou sentir. Eu enxergo cor e vida, e me sinto mal em tentar imaginar o que você vê quando olha para a frente. Se isso pra você é exagero, espero que o mundo todo seja exagerado e cheio de sentimento. É melhor do que essa falta de cores e sentimentos que você guarda dentro de si mesmo. Se um dia encontrar as cores, espero que tome um café, um suco, o que quiser, pense muito além do que conseguia e lembre de mim. E se isso acontecer, eu só espero que sorria e seja feliz nessa vida. Agora, tente respirar, olhar para si mesmo e abrir os olhos; abrir de verdade. Encontre a felicidade nesse jardim imenso que a gente chama de mundo. Sei que achava as flores que eu plantava exageradas, mas, assim como o meu jardim sempre floresceu, espero que o seu também floresça um dia.

RESENHA: O GAROTO QUASE ATROPELADO


01 outubro 2017


Escrever uma resenha desse livro parece algo simples, se fosse pra resumir a historia seria mesmo. Um garoto quase atropelado que passou por vários problemas em sua vida e desde então sofre de depressão. Para tentar se recuperar ele passa a escrever em seu diário e é nesse momento, o momento em que sentimos a mesma dor que a dele, que somos guiados por uma narrativa que nos ensina o que tem de melhor na vida. A sutil diferença entre estar vivo e viver.

Logo após sofrer um quase atropelamento, ele conhece a garota cabelo de raposa e seus dois amigos. Uma menina de cabelo roxo e um menino que não era lá tão bonito assim. Mal sabia ele que esse encontro mudaria totalmente seu modo de pensar e agir.

Como eu disse, vendo por esse lado parece uma historia fácil e simples. Um garoto que aprende muito com as novas amizades. Pensei isso quando li a sinopse e tive um choque de realidade conforme ia lendo as páginas, descobrindo a escuridão por trás daqueles sorrisos.


Vinicius descreveu os sentimentos daquele grupo de forma tão profundo que em vários momentos me pergunte se aquilo não poderia ser uma historia real. E sabe o que mais? PODERIA SIM. Pois aqui encontramos abuso, homofobia, bullying de uma forma tão real e crua que segurei o choro. Me peguei pensando como o mundo é uma grande merda e como, muitas vezes, sair de toda essa bagunça não depende só da gente. Não importa o quanto nos afogamos. Dia após dia. Se não tivermos algo para nos apoiar e conseguir escapar da água fria, ficaremos boiando pelo mar. E é nessa situação que, penso eu, muitos jovens se encontram. 

Eu não sei se um dia conseguirei passar todos os sentimentos que me percorreram com a leitura desse livro porque o que estava me guiando nessas linhas não era a imaginação. Era a verdade. O garoto quase atropelado não é um livro para ser lido, mas para ser sentido. Uma historia para mergulharmos de cabeça, mesmo que doa, pelo menos vamos saber que existem dores piores.

Os personagens são fictícios, mas as historias presentes neles são tão reais quanto a nossa.


LIVRO: O GAROTO QUASE ATROPELADO
AUTOR: VINÍCIUS GROSSOS
PÁGINAS: 272
NOTA:          
EDITORA: FARO EDITORIAL
LIVRO ENVIADO PARA RESENHA
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